More than words

Boneca     Escola     Amiga     Ciúme     Displicência     Morte     Reaproximação

Mudança    Crescimento     Transferência     Troca?     Não.     Cinzas     Amizade

Força     Rock     Self     Galera     Primeiro     Amor     Beijo     Faculdade

Câncer     Cinema     Briga     Friozinho     Traição?     Aham.     Lágrima     Outro

Balada     Bebida     Sinuca     Amigos     Conversa     Vinho     Continuação

Nada     Olhos     Textura     Aniversário     Ônibus     Unanimidade     Contrato

Viagem     Contato     Reveillon     Ligação     Show     Apagado     Incômodo

Pessoalmente     Confiança     Sentimento     Jogo     Andar?     Massagem.

Dormir     Acordar     Saber     Tempo     Remédio     Cristina     Música     Agrada

Ofendida     Sozinha     Triste     Merda     Merda     Merda

This is your life.      It doesnt get any better than this.

Joceline Gomes

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27 janeiro, 2009 at 12:43 am 1 comentário

Perguntas e respostas

De “como eu gostaria de ser entrevistada?”.

Uma boa entrevista parte de uma premissa. A de que haja um bom entrevistador, que é sinônimo de pessoa inteligente. Mas bem, essa premissa de que uma pessoa inteligente é necessária serve para qualquer situação que envolva mais de uma pessoa, enfim, qualquer situação que envolva uma pessoa inteligente pelo menos (sim, é um ciclo nonsense). Então logo que alguém fala entrevista eu penso no David Letterman e nas piadas sem graça dele que de alguma forma estranha me apetecem. Mas ele já fez entrevistas ruins. Fato. Alguns culpam os entrevistados, mas eu acho que não, acho que uma entrevista chata sempre tem como principal suspeito o entrevistador.

Para não pensar em quem me entrevistaria, que formaria uma lista imensa (já que eu conheço muita gente inteligente. Ironia aqui.), eu prefiro pensar nas perguntas que eu gostaria de responder. Claro que se tem que ter em mente que as minhas respostas teriam que ser boas (leia-se irônicas e cheias de piadas internas) para que eu considerasse a entrevista boa. Ou seja, a melhor entrevista seria aquela que eu recebesse as perguntas antes pra pensar em respostas bem espertas.

Penso nas perguntas que o James Lipton faz no final do Inside the Actor’s Studio (programa de entrevista que entrevista atores e, de vez em quando, diretores). Adoro aquelas perguntas. Sempre penso nas respostas pra elas. Não lembro de todas, mas tem a ‘Som favorito?’, a ‘Palavrão preferido?’, ‘Som que detesta?’. A melhor é ‘Se o céu existe, o que você gostaria de ouvir de Deus quando você chegasse lá?’. Bem, as respostas geralmente são bem legais. A clássica é a do De Niro, depois usada também pelo Scorsese: ‘Não tem ninguém aqui além de mim’. Gosto da resposta do Harrison Ford também, “Você é bem mais bonito pessoalmente”. Hilária. E vou citar só mais uma pra não ficar mais pedante do que já está. Richard Dreyfuss: “Entra, não é tão chato como você pensou”.

Eu cética que sou sei que é tudo balela. Mas a pergunta não é se você acredita em Deus, céu, etc, é ‘se existisse’. Então vou responder, porque eu gosto do James Lipton e seria divertido ser entrevistada por ele apesar de não ter vocação nenhuma pro showbizz. Queria ouvir: ‘Sabe aquele dia que você queria fazer aquela coisa e não fez porque achou que estava errada. Bem, você estava certa.’ Não é uma resposta boa, mas me satisfaria. Gosto de saber que estou certa, mesmo com atraso e mesmo sem saber o contexto. É de mim para comigo mesma.

Perguntas legais não morrem no Sr. Lipton. Qual foi o último filme que eu chorei? Pontes de Madison. Que nome eu daria para um bicho de estimação assim que ganhasse um? Se for macho Pulitzer e se for fêmea Paris Hilton. Se eu pudesse deixar um milionário pobre, qual seria? Muito fácil essa, Steve Jobs, ele é muito metido (mas eu amo a Apple). Música do Chico Buarque favorita? João e Maria, nem sou engajada. Quem, em qualquer tempo ou espaço eu gostaria de encontrar pra conversar o tempo que fosse? Muito clichê responder Alexandre, o Grande? E Jesse James? E Simone de Beauvoir? Truffaut? Jane Austen? Que tal Olga Prestes? Machado de Assis soaria muito ‘metida a intelectual’? Coco Channel fútil demais? Puccini muito ultrapassado? Freddie Mercury soa melhor? Bem, escolheria um morto com certeza. Com os vivos eu ainda tenho chance de conversar. É ínfima, mas existe.

Olívia Florência

18 abril, 2008 at 3:42 am 5 comentários

Era uma vez…

O incrível caso da pessoa que perdeu sua caneta e veio me contar. Meia hora depois eu pergunto: e eu com isso?

“Deixa eu te contar o que aconteceu comigo…” Não. Não deixo. Não me interessa. Era o que eu queria dizer quando fulana começou a me contar como perdeu sua caneta e a encontrou no mesmo lugar onde deixou. … E o pior é que essas histórias acontecem todo dia o dia todo. Entre o “oi” e o “tudo bem” enquanto você está correndo com pressa para pegar o ônibus, se vão quinze minutos para ouvir o que aconteceu com a “distraída”. Se eu quiser história fútil, ligo a televisão.

Essa falsa cordialidade que somos obrigados a ter no cotidiano me incomoda profundamente, porque você não pode virar e dizer simples e diretamente: cala a boca, por favor! Você tem que ficar sorrindo e balançando a cabeça afirmativamente se não pode “ferir os sentimentos do outro”. As pessoas já estão feridas e é de longa data, talvez seja por isso que precisam conversar tanto sobre tudo, com tudo quis dizer tudo mesmo, incluindo o “minha vó era de lá” quando você faz um comentário sobre uma cidade distante.

Essa necessidade de ser ouvido e falar até que a necessidade biológica de respirar de vez em quando interfira na prosa é algo explícito atualmente. Se você pensa que as pessoas estão cada vez mais introvertidas no pós-modernismo, movidas pelas relações indiretas trazidas pela internet, engana-se. E aí mesmo que o poder de fala torna-se ainda mais visível. Agora, todos têm esse poder, e o reconhecimento vem exatamente do que você fala ou faz. Orkut, blogs, fotologs repetem “mostre-se, diga o que quer e terá o mundo” como um mantra para novos cadastros, mas muitas vezes é o que acontece. O ditado “quem tem boca vai a Roma” está levando gente a muitos outros lugares.

Mas uma coisa é “falar” na internet, e outra é estender um falatório sem razão para se mostrar “comunicativa”. Se tempo é dinheiro, isso eu não sei, mas, sinceramente, não me interesso por histórias que só tem graça dentro de um determinado contexto ou para quem o conhece. E o pior são aquelas histórias que não tem fim (e você não quer saber o fim mesmo). Crianças costumam fazer isso. “Mãe, o fulano ia me emprestar a borracha, mas aí a borracha caiu e aí…”. Instinto maternal não existe, e paciência ilimitada também não. Até aquelas pessoas suuuuper pacientes que todo mundo conhece já bufou algum dia numa dessas “situações da borracha”.

Eu não sou monge, não sou mãe, nem pretendo ser canonizada. Então, não exija mais do que minha paciência possa agüentar. Perdeu sua chave? Procura. Achou? Parabéns. Não preciso saber onde ela estava nem o que ela abre. Poupe o meu tempo e o seu e vá a Roma com outra companhia.

Joceline Gomes

31 março, 2008 at 1:41 am 5 comentários

Lado B

Por mais que a pessoa use óculos grandes, carregue Ulysses na mochila, identifique óperas no rádio do ônibus, goste daquilo que simplesmente ninguém gosta, acredito que ela tenha um lado B. Mas vamos lá, o que é o lado B? Lado B é aquilo que os bregas amam e você simplesmente odeia o fato de também gostar, não por ser brega, mas por não poder dividir com os outros. Sim, assuma, tire o dedo de debaixo do queixo, aponte para a tela e repita comigo: é verdade…

Leitor, só não afirmo isso olhando nos seus olhos porque a tecnologia ainda não criou a ferramente “inside-eyes”. Logo, acredite em mim. Você tem um lado B. Antes de divulgar os meus, vou dar alguns exemplos do que fazem parte desse lado, digamos, tão oculto.

  • Filmes melodramáticos: todo mundo sabe que já se esgotaram as histórias de Sabrinas, mas ainda insistem na coisa da mocinha, do vilão e da thin line between love and hate. Oui, ela existe; só nos filmes.
  • Best-sellers: continuo batendo em cima dos benditos. Porque best-seller são misturinhas que dão certo, como receita de bolo. Algumas com um segredo mágico, outras muito óbvias. E você, amigo de casa, que curte só escritores contemporâneos, ou aqueles escondidos nas prateleiras da biblioteca, e se encantou com Dan Brown,sim, esse é seu lado B.
  • Funk: o funk tem uma história engraçada. Antes era ritmo de malandro do Rio, depois invadiu as casas dos playboys, chegou a outras capitais e hoje o som te invade. Pode estar tocando a música mais bacana dos últimos tempos, mas se o DJ colocar um funk, não fica ninguém sentado. Trocaram o tun-tis-tun pelo pancadão.

Enfim, são três pequeninos exemplos de Lado B. Até porque esse lado é tão pessoal, cada um tem o seu. O meu é vergonhoso, para assumir e tudo o mais. Eu até tento lutar contra eles, mas não consigo. Não dá. Passo vergonha nos meus amigos simplesmente por gostar de Fábio Jr. e Roupa Nova. Eu sei, não tenho nem 30 anos para ter sido fã na adolescência. Fábio Jr. é um pão, vamos combinar. E Roupa Nova embala qualquer romance. Os Lados Zs que me perdoem, mas ter um Lado B é bom demais!

Laura Maria

14 março, 2008 at 1:30 am 3 comentários

Ferramentas jornalísticas

Crachá, bloquinho, gravador, câmera… mais do que recursos para a execução de um trabalho, são essas tralhas que fazem do jornalista o habitante do Olimpo.

Para o jornal de hoje à noite, é preciso entrevistar uma estudante que trocou de banco por causa das taxas abusivas. Mas só dizer que ela é estudante não é suficiente. Televisão é imagem, e tudo deve ser mostrado em imagens em movimento. Então, o que melhor representa um estudante? Oras, biblioteca! Pergunta: você acha que é possível gravar uma entrevista nesse ambiente e manter o silêncio necessário à concentração de seus usuários? Pois é… pense na cena. E a estudante, era eu.

Lá vem os cachorros do apocalipse com sua indumentária escrito “a serviço da emissora…” ou “reportagem”, fazendo barulho e exibindo suas armas: bloquinho, gravador, microfone com logomarca da emissora, câmera (de vídeo ou fotográfica) e seu tripé.

Eles chegam marrentos, cara de desconfiados, olhando para os lados ou apontando o nariz para o alto, empunhando um crachá e gritando corredor à fora: “sou do jornal Bulufutu, estou esperando há 10 minutos! Isso é um absurdo!”. Tanta presunção chega a ser cômica se não me instigasse a vontade de distribuir socos e pontapés.

Muitos professores comentam que o jornalista não é maior ou mais importante que o assessor, o publicitário ou outras profissões relacionadas à Comunicação (só à Comunicação). Entretanto, a marra e os narizes empinados ainda mantém o mito do “neutro, objetivo, imparcial” e blábláblá.

Não acredito que sejamos meros proletários vendendo suas forças de trabalho, como já ouvi um professor dizer. Lidamos com informação e isso nunca é isento de responsabilidades e interesses, às vezes, para além dos econômicos. O status ainda conta mais que a conta bancária. Principalmente quando existem pessoas na fila e você puder passar por cima exibindo seu crachá, sua câmera, sua máquina fotográfica, seu microfone…

Joceline Gomes

29 fevereiro, 2008 at 1:30 pm 2 comentários

Vazio

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Chico Amorim

22 fevereiro, 2008 at 4:28 am 4 comentários

Bloqueio

Sempre achei meio estranha essa coisa de blog. Pensava ‘o que completos leigos têm pra dizer sobre as coisas que eu não posso pensar sozinha com meus outros amigos leigos? E por que alguém leria isso?’. Bem, o primeiro blog que eu fiz foi pra uma matéria na faculdade onde era quesito obrigatório ter um blog. Primeiro achei legal, depois idiota, depois achei legal de novo. Pelo menos tinha leitor, já que a professora lia e os outros alunos também estavam interessados nos seus pseudoconcorrentes.  

A matéria acabou, tentei continuar o blog, mas a não-obrigação de postar algo com certa freqüência me fez abandoná-lo. Independentemente do final infeliz, foi bem legal tudo, conheci blogueiros influentes, que liam o que eu escrevia, teve o lance da honra, de me sentir especial, etc. Esse sentimento de que alguém quer saber o que você pensa é ótimo e serve pra tudo, da fila do supermercado (mentira) ao relacionamento com as outras pessoas.Agora tem este blog, um blog em grupo. Um grupo de amigos. Bem, na maior parte do tempo pelo menos. Seja como for, o mais legal é que esse blog estará aqui para sempre. Adoro.  

Concordo com a Joceline sobre a Globo, a beleza e tudo. Essa é minha primeira opinião nesse blog, concordar. Mas atualmente eu não perco tempo pensando nisso, de beleza, Globo, etc porque eu não quero me deprimir e eu gosto de pensar que o mundo é bonito e que todas as pessoas podem gostar de você pelo que você é. Mentira 2. Mas faço minha parte. Não vejo Globo. 

Uma coisa mudou desde o meu primeiro blog. Dou mais valor na opinião dos leigos. E me pergunto o quanto seria chato se só antropólogos falassem de pessoas? Se só os cirurgiões plásticos falassem de beleza? Se só os jornalistas (leigos com diploma) dessem opiniões? Se só os psicólogos citassem Freud? Nossa, Freud é uma unanimidade e isso é legal nele, a gente cita sem nunca ter lido e sem nem aceitar o complexo de Édipo como um fenômeno real, existente. Viva o Freud!!! E a possibilidade de todos nós podermos citá-lo, usá-lo como argumento e como defesa da nossa insanidade. Enfim, viva o blog! 

Olívia Florência

11 fevereiro, 2008 at 10:44 pm 4 comentários

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